A Rosa surgi no mundo do principezinho, egoísta e vaidosa, e o toma para si, aos poucos. Como um grande amor. Avassaladoramente, lentamente. A rosa queria que o principezinho ficasse com ela pra sempre. Mas amores vêm e vão. Necessitam dessa liberdade transitória para serem percebidos, real sentido. Cheia de medo da perda, fingi outros medos para requerer proteção ao amado, que por sua vez, quer buscar novos horizontes. Partida decidida, a rosa arrepende-se, e, orgulhosa, pede ao pequeno que se vá antes de vê-la chorar. Conforma-se. "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas".
Sabemos que sempre partimos, mas a distância não nos tira aquilo que julgamos nosso, deixando assim, saudade.
"(...) É bem complicada essa flor!(...) Todos os amores são complicados! E mesmo sabendo de todos os erros, consequências e decepções, amamos. Sequer enxergamos os espinhos que a flor tem para se proteger, e enxergando-a fraca, caímos mais uma vez apaixonados. E longe, a saudade no faz perto, perto de tal forma que a lembrança ávida nos tortura, medo nos domina.
E se os espinhos não forem o suficiente para que aquela que amo fique bem? Se alguma lágrima brotar, como brota em meio peito, a dor pode dilacerá-la. E quanto a mim, já não importa.
"O essencial é invisível aos olhos, só se vê bem com o coração" (Antonie de Sant-Exupéry)
Difícil é acreditar na imagem projetada pelo coração, já que este nos trai, se entregando pra outro. O pequeno príncipe volta para sua flor, que o ama, porque ele também a ama. E esta o ama a sua maneira, porque não sabe amar de outra forma. Entregando seu aroma, a beleza de suas pétalas e seus espinhos.
"Não devia jamais ter fugido. Deveria ter-lhe adivinhado a ternura sob seus pobres ardis. São tão contraditórias as flores! Mas eu era jovem demais para saber amar" (O pequeno Príncipe)
E lembra-te:
Lembra-te também que "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"



Nenhum comentário:
Postar um comentário