sexta-feira, 29 de abril de 2011




Não espero nenhum olhar, não espero nenhum gesto, não espero nenhuma cantiga de ninar. Por isso estou vivo. Pela minha absoluta desesperança, meu coração bate ainda mais forte. Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar. Quando se para de pedir, a gente está pronto para começar a receber. O futuro é um abismo escuro, mas pouco importa onde terminará a minha queda. De qualquer forma, um dia seremos poeira. Quem é você? Quem sou eu? Sei apenas que navegamos no mesmo barco furado, e nosso porto é desconhecido. Você tem seus jeitos de tentar. Eu tenho os meus. Não acredito nos seus, talvez também não acredite nos meus próprios. Não lhe peço que acredite em mim.


Caio Fernando de Abreu 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Filosofia da simplicidade: Confiança


• Confiança é o ato de deixar de analisar se um fato é ou não verdadeiro, entregando essa análise à fonte de onde provém a informação e simplesmente absorvendo-a; é o resultado do conhecimento sobre alguém.

Confiar se faz querer alçar vôo e deixar o outro ou o objeto em posse voar também, só para vê-lo voltar para nossos braços. É muitas vezes vista como um ato, uma prova de amor ou amizade para com alguém.  É lhe dado um valor, e esta se torna subjetiva por não poder ser medida. E esses valores são vistos de formas diferentes em culturas diferentes, nos dando pontos de vista diversos. Porém, sempre vamos continuar a necessitar confiar nos outros e enxergar a confiança com um elo ligando-a a sinceridade. E além da sinceridade, a confiança também está relacionada com a honestidade, lealdade e fidelidade. FIDELIDADE: Tão difícil de se manter, de se dar a quem se diz amar. Tão mútua e devia até ser recíproca! O fato é que uma vez cega, a luz se faz quando a confiança é quebrada. E uma vez quebrada, não se restaura. Talvez até possa se fazer uns remendos aqui, outros ali, mas será como um recipiente frágil de vidro que ameaça quebrar ao menor sopro. Jamais volta a marcar os 100%. Os traumas ficarão. Qualquer coisa serve pra te deixar em atenção esperando por mais uma traição, mais uma punhalada. É fogo queimando seu juízo, consumindo sua paz. É o bem-querer que se vai deixando mágoa. É o tempo que vem trazendo amparo e reflexão pra que não se importe mais com a dor. Nem tampouco com a suposta dor de quem causou rancor.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Crônicas parte II - Resgate pela amizade


Sabe esses dias em que você acorda com uma puta ressaca moral e super down? Pois é! Hoje foi um desses dias "premiados". Deixando o lado meio perua aflorar um pouco, tratei de levantar minha auto estima cuidando-me (mereço, não é?). Depois do aspecto físico renovado, a sensação de tudo ao avesso continua, porque sabemos que seria até hipocrisia e futilidade demais achar que é só fazer as unhas ou arrumar os cabelos e todos os problemas estão resolvidos. Nem dá! Não é assim! Dá um UP e talz, a mulher se sente poderosa, mas não é por aí. Pelo menos pra aquelas que visam o lado culto do ser. Pois bem, eis que essa sensação me perseguiu o dia inteiro a ponto de não me deixar concentrar nem no belo universo da química inorgânica de coordenação. Mas, Deus é maravilhoso e, logo mandou-me um dos seus anjos - aqueles que chamamos de amigos- para me socorrer e me dar um banho daqueles de água bem gelada com álcool 70% diluído, pra queimar bem a ferida e me fazer ver que as coisas não são bem do jeito que eu estava me detendo a enxergar. E funcionou! (Valeu Deus, brigadão) 
Um desses meus anjos, veio meio que querendo desabafar seus problemas existenciais socias (percebam: existencias devido ao fato de ser frustrações com o social mesmo, e não dores de cotovelo) e eu fiquei de cara, boquiaberta por perceber o quanto ela se parece comigo nas construções de visões e ideologias. E fiquei super feliz ao constatar que Ela tem a maturidade pra enfrentar as coisas que eu tanto precisei quando possuía a idade dela. 
O diálogo é sempre fundamental, e a troca de experiência então... Por isso, gostaria muito, muito mesmo de que todos aqueles que amo pudessem tomar como exemplo a minha vivência para que não sofressem como eu sofri, ou, não tivesse que suportar certas situações. Mas o ser humano só aprende levando na cara mesmo, é impressionante! Eu cresci ouvindo "ideologia, eu quero uma pra viver", "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", "A juventude é uma banda numa propaganda de refrigerantes" e tudo isso fazia muito sentido pra mim! Ainda faz, só que com uma nova roupagem. Nós crescemos e vemos tudo com outros olhos. As frustrações cotidianas te resseca. Dói quando você percebe que não basta "pregar" a música Pais e Filhos pra meia dúzia para as coisas mudarem. Tudo se transforma em compromisso para com a sociedade e em troca ela te devolve uma porrada de responsabilidade nas tuas costas. E vem o sufoco, preocupação, stress e mais uma vez, frustração. A gente se olha no espelho e dá até pra enxergar o diabinho falando "Você é um jovem que vive em um século onde pregam igualdade social, democracia e liberdade de expressão, mas a juventude tá pouco se lixando pra isso. Você não vai mudar o mundo, e as coisas não vão melhorar!" Sabe o banho que falei agora a pouco? As palavras do diabinho foram mesmo que um punhal dilacerando ainda mais a ferida ardida pelo álcool. Isso aconteceu inúmeras vezes comigo. E eu cheguei aqui, juntando caco por caco todas as vezes que quebraram meus sonhos, arrastando-me, sobrevivendo. Pra ser forte, acredita que o diabinho tinha razão, os seus ídolos estão em um passado bem distante, tranca a cara e fecha o coração pra o que há de vir. Sempre com um sorriso na cara enquanto sangra por dentro. Sempre querendo ser dona da verdade pra evitar que outros te pisem ou humilhem. 
Voltando a minha amiga, creio que vai ser um pouco diferente. Já houve as decepções e frustrações. Até o apelido que eu tinha de revoltada já colou nela também! Rsrs.. Porém, como já falei antes, a mesma dispõe de maturidade suficiente pra conduzir a situação, (Me mata de orgulho) e me deu injeções de ânimo para seguir em frente. E sabe qual foi a melhor parte? Usou as mesmas palavras que eu as disse na semana passada. Como é que pode alguém passar para outros tudo o que precisa ouvir, e não extrair de si? Muito complexo isso! Deixo pra Freud explicar. 
Agora, vou dormir renovada verdadeiramente. Me deram a mesma lição que sempre dei nos meus próximos. E mais, me fizeram enxergar que eu já mudei, já amadureci, já aprendi a ser mais humilde, já aprendi a escutar, já aprendi a falar. Aprendi também a ver todas as críticas de uma forma construtiva, extraindo de tudo um aprendizado. Aprendi a agradecer as pessoas no qual em outro momento, cheguei a odiar por não me dar conta de que tudo aquilo que faziam, era simplesmente pra me moldar e tirar o melhor de mim. Aprendi que é melhor dar a cara a tapa em determinados momentos, para depois dar a volta por cima  usando da persuasão como instrumento para mostrar meu valor.  Dormirei feliz também por saber que não sou a única a ver a autossuficiência como uma forma de autopreservação. Que não sou a única a achar que o amor não é feliz quando se é dado em quantidades  recíprocas, já que uma vez assim, passa a ser automático por não saber respeitar o limite do outro. Que o amor nos completa, nos transforma, e não nos toma de nós mesmos. 
Hoje, voltei a crer que o mundo pode mudar, as pessoas podem melhorar e podemos vencer se lutarmos juntos por um bem maior. Tudo isso graças a uma amiga.

ESSE É O GRANDE VALOR DA AMIZADE! 
Um amigo te resgata, te orienta e te traz de volta para si mesma, mesmo que a forma que ele opte para fazê-lo seja a mais dolorosa.

Obrigada Jailma Lopes (minha estreliinha *-*)  

sexta-feira, 15 de abril de 2011

O pouco que sobrou

Eu cansei de ser assim , não posso mais levar

Se tudo é tão ruim, por onde eu devo ir?A vida vai seguir , ninguém vai reparar aqui neste lugarEu acho que acabou mas vou cantar pra não cairFingindo ser alguém que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi. Só resta eu me entregarCansei de procurar o pouco que sobrouEu tinha algum amor. Eu era bem melhorMas tudo deu um nó e a vida se perdeuSe existe Deus em agonia manda essa cavalariaQue hoje a fé me abandonou

Marcelo Camelo

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Venenos diários




Sentimento de exaustão, indisposição, incompetência. Não, talvez não sejam as palavras corretas a se empregar nesse momento. Os sentimentos são os mesmos. Os adjetivos não. Incompreensão? Talvez! Por que não? Já não nos cabe mesmo compreender o que se passa. Só nos cabe espera e cansaço. Cansaço. E, cansaço. Adquiridos em buscas perdidas. Achados em tempos escassos gastos com esperas vãs. E como não esperar? Ouvi dizer por aí que há uma tal de autopreservação seguida de autossuficiência, que cura até depressão! Seria isso mesmo um cano de escape? Ser autossuficiente para manter sua autopreservação. Tenho dito, é fato! Consegue-se viver mais e em paz quando tentamos e paramos de esperar das pessoas aquilo que damos e não é recíproco. Se doar demais nunca foi saudável. Tudo em quantidade é veneno. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Crônicas parte I - Encantos e Desilusões


Sempre me recordo das confissões , choros e lamentações das minhas amigas.
Todo mundo tem um fato amoroso para desabafar. Geralmente o transforma em tragédia, e com o passar do tempo, retoma sua vida e parte pra outra.
Particularmente, já até pensei em fazer uma tese sobre essas paixões avassaladoras e prematuras da adolescência e os casos e acasos das mulheres maduras.
Depois de algumas pesquisas, talvez tenha encontrado alguma explicação.
Toda mulher precisa criar experiência nos assuntos amorosos para futuramente, ser estável, sensata e decidida. O sexo feminino sente quando chega a hora de deixar as emoções para trás, dar boas vindas a maternidade e encarar a vida.
Os homens por sua vez, tendem a ser o inverso. Percebi que na fase eufórica da vida, todos acham que podem tudo. E quando entram na vida adulta, perdem o equilíbrio e se tornam dependentes da amada.
Na realidade, mesmo assim, ainda torna-se complicado de se entender. Até as minhas decepções não sei se vejo com clareza.
Ainda há muito a ser estudado e vai bem além da minha opinião.
E espero que na minha mera conclusão, eu tenha aprendido a lição e não caia mais nesses "vacilos".
"O bom da vida é namorar eternamente, mesmo depois de casados, para não perder o encanto, enxergar os defeitos e ir tudo por água abaixo."
Sábias palavras são estas citadas por uma velha amiga com desafetos. Na qual, talvez, concordarei um dia.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Encontro-me nesse momento congelada em um mundo ausente, mas, conformada em aceitar essas idas sem retornos previsíveis, embora a dor ainda atinja.


"Se as pessoas fossem realmente inteligentes, não se apaixonariam! Gênios não lidam com o amor meu bem!"
E você acredita que é possível sobreviver sem amor? Que conseguimos viver sem paixões, afetos?
Não! Acho que não! Nem sempre dá certo e talvez seja perda de tempo, mas eu acho que não!