Abriu os braços devagar e se entregou a algo que estava por brotar, ali, naquele momento. Ilumina, iluminará, sempre e sempre aquele sorriso. Como não se apaixonar por alguém que já domina assim, meio que inconscientemente o amor, e o transborda para que possa tomar conta do ser amado? Veio então, sem explicação, uma certeza imensa de que, apaixonados, entregaríamos sim, todos os nossos sonhos, medos, alegrias, desejos e decepções a cumplicidade dessa nova vida a dois. Uma vida tão gostosa, saudável, repleta desse novo amor. Tão cheia de nós, de calor, de carinho, de sorrisos.
Hoje somos donos do que hoje não a mais. Do olhar pra um horizonte sentindo o beijo na mão entrelaçada com tanto cuidado pra não escapar o momento e não nos mantemos atentos para perceber as mudanças que ocorrem nos tornando mais dependentes e inversamente autossuficientes. Donos do olhar do outro que no seu íntimo, pergunta calado o que o outro tem que prende tanto. Escondendo os pensamentos que sem se notar já se faz perceptível no sorriso, naquele sorriso, concretizando certezas a tempo acendidas: "Você me faz tão bem".
O vejo nas paredes da minha mente tão congestionada, e, ao se expor de frente com meu embaraço, exagero nos meus versos, e você já sabe que eu te quero. E eu sei que você quer viver ao lado meu, até não nos caber mais. E nos dias de saudade, você também aparece por lá, nas mesmas paredes, sem noção da falta que faz seu olhar.
Não precisamos de palavras fáceis que não nos traga dor, nem daquele amor seco, sem lágrimas. Só precisamos um do outro, na medida exata. Aquela medida que sentimos quando você abriu os olhos e sorriu pra mim.
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